
Este tipo de amostra surgiu com os chamados worms/vermes,
utilizados para imitarem os vermes naturais presentes nos fundos dos lagos e
barragens onde se pescava o achigã, com o tempo este tipo de amostras foi
tornando-se mais ampla existindo hoje em dia uma infinidade de vinis/soft baits
no mercado.
A aplicação no mar é quase ilimitada, existindo muitos vinis
inicialmente criados para pescar em água doce que são utilizados com muita
eficácia no mar, imitando peixes presa com recurso a diferentes animações em
funçãodo tipo de vinil com que se pesca.
Todos estes tipo de vinis são adequados à pesca
ao spinning no mar, no entanto iremos apenas tratar de quatro tipos de vinis fundamentais, os Worms, os Stickbaits, os Jerkbaits e os
Swimbaits
Worms:
Berkley Power Bait Original |
Os Worms foram as primeiras amostras criadas em vinil, ganharam rapidamente fama com a eficácia demonstrada por alguns desses vinis e ao
longo dos tempos foram-se criando autênticos mitos.
Casos como o Berkley Power Bait Original, o Zoom Trick Worm, o Manns Jelly Worm ou o Kuhuna Cut Tail Worm de Gary Yamamoto são dos mais populares, mas este mundo de vermes é quase infindável.
Casos como o Berkley Power Bait Original, o Zoom Trick Worm, o Manns Jelly Worm ou o Kuhuna Cut Tail Worm de Gary Yamamoto são dos mais populares, mas este mundo de vermes é quase infindável.
Sabemos que o robalo alimenta-se vermes do fundo do mar, a
famosa bicha do mar usada na pesca ao fundo é um bom exemplo e os Worms
são isso, imitações de vermes que correm á deriva pelas águas, alimento que os
robalos gostam, pois são normalmente presas fáceis que não levam a grande
dispêndio de energia.
Empate Texas |
Estes vinis são geralmente utilizados com cabeçotes, empatados
à Texas com o anzol à vista ou então com a ponta do anzol introduzido no corpo
do vinil quando pescamos em zonas que possam originar prisões.
Os cabeçotes são normalmente de baixo peso para dar um
movimento natural mas mais nervoso ao worm, no entanto as montagens sem
cabeçote são as ideais em termos de realismo, tornando estes vinis terríveis quando os podemos lançar
nos spots mais próximos.
Além dos exemplos já apontados podemos ainda salientar o
Zoom Fish Doctor, os Berkley Gulp e Heavy Weight Sink Worm e o Lunker City
Slug-Go SS de entre muitos outras opções que existem deste
tipo de amostras.
Stickbaits:
Os Stickbaits são um compromisso entre um worm e um jerkbait,
têm um corpo tubular, longo, com a cauda a terminar numa forma cónica.
São normalmente impregnados com sal que lhes confere um
maior peso e uma capacidade afundante dentro de água, não sendo obrigatório
lastrar estes vinis que se tornam muito eficazes quando animados com pequenos
toque de ponteira que lhes imprime movimentos erráticos tipo WTD ("walk the dog", o famoso passear
o cão).
Os stickbaits também podem ser usados com cabeçotes, que
lhes transmitirá um movimento mais nervoso, podendo serem lançados mais longe
quando necessário no entanto utilizados “weightless”, sem qualquer lastro, são
mais produtivos.
São ideais para zonas baixas onde o robalo caça emboscado, podendo também serem
usados em zonas mais fundas com fracas correntes deixando afundar e depois
trabalhando sempre com pequenos toques de ponteira para criar uma animação de
uma peixe ferido, moribundo, de fácil ataque para o predador,.
Este tipo de vinis requerem maior domínio técnico por parte
do pescador devendo sua utilização ser treinada á vista por forma a se criar um
padrão próprio de animações que vão dar vida a este vinil, o ideal será praticar em zonas de água cristalina para que se possa ver qual a acção que cada movimento dado é transmitido à amostra, as animações devem ser bem treinadas para serem eficientes em acção de pesca.
Dois dos grandes mitos nesta classe de vinis são o Senko de
de Gary Yamamoto e o Slug-Go da Lunker City, existindo outros que surgem mais
tarde mas não menos eficazes como os Megabass Xlayer e os Xorus Midway entre
muitos outros.
Gary Yamamoto - Senko |
Lunker City - Slug-Go |
Jerkbaits:
Os Jerkbaits são amostras de vinil que têm como principal
característica apresentarem um corpo de peixe que termina numa cauda bifurcado
ou cónica.
Tal como as amostras rígidas,os jerkbaits em vinil devem ser
animados com movimentos de punho, que provoquem pequenos toques na ponteira da
cana e movimentos erráticos na amostra dentro de água que assim irá simular um
peixe ferido.
Neste caso podem também ser usados cabeçotes para que se
consiga lançar mais longe este tipo de vinis, no entanto as montagens
weightless são sempre mais naturais e consequentemente mais produtivas.
Fish Arrow -Flash J |
Alguns exemplos de jerkbaits são os Striker King Zulu, os
Zoom Super Fluke,os Lunker City Fin-S, os Yum Super Shadee Shad e os Fish-arrow
Flash-J os quais aprecio pelo seu grande realismo
Zoom - Super Fluke |
Swimbaits:
Deixei para o final este tipo de vinis por serem os que
ganharam maior dimensão na pesca ao spinning com vinis no mar, estes são vinis que imitam peixes
presa em fuga, com natação natural quer pelo ondular do corpo quer pela vibração
da cauda quando lastrados com um cabeçote com pala que lhes induz esse movimento, sendo a sua animação menos técnica, menos cansativa e mais fácil para quem se inicia na pesca com vinis.
São vinis quase sempre lastrados entre as 20 e as 50 gramas que podem ser
trabalhados a diferentes camadas de água com diferentes situações de mar.
A sua grande versatilidade para diferentes situações, com
animações naturais provocadas quer pelo corpo quer pela pala , a sua facilidade de
lançamento e utilização tornaram estes vinis famosos por essas praias fora.
Dentro deste tipo de vinis destacam-se duas sub-classes, os Shads (imitações
de peixes pequenos), os Eels (imitações de pequenas enguias e lingueirão) sendo
estes dois tipo os que mais notoriedade ganharam na pesca ao robalo com vinis.
Cores que imitem sardinha, cavala, tainha, enguia/meixão e
lingueirão são as mais comuns existindo no mercado um grande numero de vinis
deste tipo.
Normalmente os Swimbaits são usados com um cabeçote que tem três
funções principais, serve para lançar o mais longe possível, serve para criar um padrão
de movimento no vinil e serve para permitir aguentar mais mar dando mais
estabilidade ao vinil, devendo o seu peso aumentar em função das condições do
spot por forma a aguentar correntes e marés mais fortes.
Os swimbaits podem ser animados de diversas maneiras, com
recolha linear, atirando e recolhendo o vinil com uma cadência mais rápida ou
mais lenta explorando diferentes camadas de água, podem também ser animados com
toques de cana que originará pequenos puxões dando vida ao vinil ou ainda com
animações em dentes de serra que consiste em depois de lançar deixar cair o vinil até ao fundo e depois
levantar a cana para produzir um movimento longo e vertical do vinil na coluna
de água, repetindo o movimento de puxar e deixar cair o vinil continuamente e simultaneamente recolhendo o excesso criado de linha, simulando um peixe que quer sair do seu habitat mas que de imediato se dirige
ao fundo para se esconder, provocando ataques de reacção por parte do predador.
Esta animação origina um perfil em dentes serra dentro da
massa de água, que pode ser mais ou menos ampla em função da queda que se
permite ao vinil por forma a explorar diferentes profundidades.
Neste grupo de vinis alguns tornaram-se mais famosos que
outros, talvez por serem mais produtivos ou por boas campanhas de marketing que
levou a que fossem mais utilizados, a destacar os Sawamura One’s Up Shad, os Lunker
City Shaker, os Xorus Sayori, os Delalande Shad GT e Fury Shad, os Berkley
Powerbait Ripple Shad, e os mais recentes Fiiish Black Minnow, Savagear Sandeel e Storm Ultra Eel
que têm capturado robalo um pouco por todo o lado, mostrando-se muito eficazes, no entanto todos eles são bons exemplos deste tipo de vinis.
Surgiram também no mercado alguns swimbaits que podem ser
animados sem peso, com um pequeno lastro colocado no anzol ou com cabeçotes com
pala, exemplos disso são o Savagear AR LB Sandeel Slug ou a Sebile Magic Swimmer ambos com
um peso no anzol que provoca a ondulação da amostra ou então o Delalande
Picol’eau com o cabeçote picol’eau que provoca um nadar muito amplo e atractivo
a esta enguia.
![]() |
A minha selecçãode swimbaits - de cima para baixo: Delalande Picol'eau; Ron Thompson Eel; Sawamura One's Up Shad; Storm Ultra Eel; Savagear Sandeel; Lunker City Shaker |
Estes quatro tipos de vinis são os mais adequados à pesca ao spinning no mar, aprender a dominar as técnicas que lhes dá animação será um passo fundamental a dar pelo pescador de spinning para obter sucesso com estas amostras, que tantas alegrias nos têm proporcionado por esses mares fora!!!
Poderá ainda consultar as outras deste artigo de Spinning com Vinis em:
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Parabéns a segunda parte tá tão boa ou melhor que a primeira continua muito detalhada e pormenorizada,o que realmente dá um jeitão para quem está praticamente a começar com estas amostras,as minhas esperanças estão viradas agora para as corvinas acredito que vá ser uma aposta forte para este ano para pescar a elas e com mais forte resultado ainda um grande abraço.
ResponderEliminarBoas,
EliminarCorvinas, mmm isso queria eu aqui por cima, mas não há!!!!
Para essas meninas a tudo o que foi dito acrescenta, amostras pelo fundo com animações lentas!!!
Abraço
Muito bom artigo de alguém que se dedicou e percebe da poda! Parabéns
ResponderEliminarAbraço
Obrigado Nuno, isso de perceber da poda tem a ver com cortar os vinis lol
EliminarQualquer dia temos que voltar ao Minho, com esta chuvinha as trutas já devem dar sinal!!!
Um grande abraço,
O maior receio com as corvinas, assim como as anchovas para os vinilos, são os dentes destas que cortam a borracha fácilmente.
ResponderEliminarAlguém conhece alguma maneira de dar a volta?
Olá Abilio Pires, bem vindo ao blog!
EliminarQuanto aos vinis para as corvinas e anchovas não conheço solução, à quem fabrique os seus próprios vinis para reduzir custo mas se existe outra solução desconheço!
E que tal Armando, um tipo por um terminal de 20-30cm de fio de aço?
EliminarAí elas podiam lixar a amostra, mas ficavam presas ( se o fio não partir ). Um tipo tem de estar um passo à frente do pessoal que respira por guelras!
Olá Abilio,
EliminarUm terminal de aço é sempre uma boa solução, principalmente para anchovas, há quem diga que as amostras não trabalham tão bem, no entanto se o fio for fino será muito melhor que um nylon de 1mm esse sim dificultará a acção das amostras.
Quanto ás corvinas não tenho conhecimentos para poder falar mas não há nada como experimentar, se elas cortam o nylon então há que colocar algo mais resistente.
Não há nada mesmo com experimentar, boa sorte!