
As amostras têm evoluído
ao longo dos anos, desde os tempos em que
os senhores Heddon e Rapala começaram a criar amostras em balsa até aos dias de
hoje foi percorrido um longo caminho tendo-se chegado à era do hiper-realismo
com pinturas holográficas, sistemas de optimização de lançamentos e movimentos
cada vez mais realistas criando
imitações quase perfeitas de peixes presa.
As amostras rígidas atingiram um nível de perfeição nunca
visto mas precisamente neste momento surge algo ainda mais real que com
grande eficácia disputa a fama, os vinis!
O mundo dos vinis/soft baits veio alterar o paradigma da
pesca com amostras, com corpos flexíveis criam acções quase vivas dentro de água
que em conjunto com uma textura mais natural conseguem enganar melhor o predador,
o qual acaba por demorar mais tempo com a amostra na boca retardando a rejeição
e tornando a ferragem mais fácil e eficaz.
Além destas características os vinis são cada vez mais
elaborados, se de inicio impregnar estas amostras com sal foi um grande sucesso
hoje em dia são adicionadas feromonas assim como essências aromáticas ou
diversos sabores para ajudar a potenciar os ataques.
Os vinis/soft baits estão ai para ficar, foram inicialmente
utilizados na pesca de predadores de água doce como o achigã ou o lúcio sendo
hoje em dia estendida a sua aplicação cada vez mais ao mar, mas este novo mundo
ainda tem muito para explorar, principalmente por parte do pescador.
Este artigo tem como objectivo ajudar o pescador que se
inicia neste tipo de pesca a explorar e desenvolver o seu conhecimento dentro
do mundo da pesca com vinis, sendo dividido nas seguintes quatro partes:
1
– Onde e quando utilizar
2
– Tipos de vinis
3
– Montagens e animações
4
– Material
1- Onde e quando utilizar:
Desde que pesco ao spinning achigãs que a utilização de vinis é uma
prática comum, talvez por essa razão não tenha sido muito problemática a minha
opção pelos vinis para pescar em determinadas condições no mar quando as amostras
rígidas não funcionam.
Os vinis de facto são um mundo á parte na pesca com amostras
ao spinning, muito eficazes quando bem utilizados proporcionando geralmente
boas capturas, mas para que isso aconteça temos que saber quando optar por um
vinil, essa decisão depende da análise das condições que nos envolvem nesse
momento sendo fundamental o conhecimento profundo do spot.
Quando comecei a pescar ao spinning no mar ouvia que se
tinha que saber ler o mar, essa expressão depressa se tornou um bicho de sete
cabeças, no fundo era redutora e deixou-me algumas vezes a olhar para o mar sem
perceber o que deveria fazer.
As condições do mar com um pouco de atenção e experiência começam
a ser possíveis de perceber ou decifrar, é muito importante poder analisar o
spot com maré baixa, poder ver todas as estruturas rochosas, caneiros
existentes e fundos, depois quando estivermos em acção de pesca o
conhecimento da maré, a sua amplitude e as correntes criadas, o tipo de fundos
e a profundidade existente (previamente analisados ao pormenor na baixa mar), movimentações
de areias, as cores da água, as condições de luz e o momento do dia são
condições que devem ser equacionadas para que se possa “ler o mar”
correctamente e tomar a decisão certa que irá marcar a diferença.
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Maré baixa, a melhor altura para se perceber o que temos à nossa frente, fundos, rochas, caneiros, tipo de comedia tudo deve ser analisado para se tomar as melhores opções em acção de pesca. |
Normalmente mares mexidos com bons espumeiros, águas verdes
ou mesmo tapadas, com grandes amplitudes e boas correntes dificultam o
trabalhar das amostras rigidas e favorecem os vinis, principalmente os
lastrados com cabeçotes de 20 a
50 gramas ,
tipo swimbait que tenham uma cauda que crie vibrações na água, com cores mais
fortes e animações mais enérgicas para que possa atrair a atenção do predador.
Por outro lado mares calmos com águas cristalinas e pouca
profundidade têm a tendência de nos dificultar a vida na arte de enganar o
peixe e ai o pescador mais experiente sabe que as amostras rígidas perdem eficácia.
Nessas condições devemos optar por vinis menos lastrados, com cores
naturais que imitem bem as suas presas, utilizando até um máximo de 20 gramas para os lastrar
mas de preferência sem qualquer peso, permitindo um ganho na apresentação e ao mesmo tempo animações mais técnicas e
naturais, consequentemente mais eficazes, com um único senão, perde-se capacidade
de lançamento, por isso, deve ser possível pescar mais perto das chamadas zonas
quentes.
Quando estamos a pescar num local com muitas algas ou com
muitas rochas e cabeços submersos as prisões com amostras rígidas e vinis
lastrados são constantes, sendo nestas condições preferível utilizar montagens
tipo Texas, com o anzol protegido, lastradas ou não em função das condições do
mar.
Nem tudo são rosas neste tipo de pesca e nem sempre os vinis
podem ser eficazes, o pescador de spinning sabe como é difícil enganar robalo, no entanto os vinis ganham território pesca após pesca, assumindo um papel importante na capacidade de enganar estes nobres combatentes.
Muitos parabéns pelo post parçeiro,bem elaborado bastante pormenorizado,e com muitos detalhes,tal como é feita esta pesca muito detalhada para toda a condição há normalmente uma norma uma autêntica dor de cabeça para a maior parte de nós,os meus sinceros parabens e um grade abraço.
ResponderEliminarMuito obrigado, espero que o post sirva de ajuda em futuras pescarias,um abraço!
EliminarBoas Armando
ResponderEliminarEstava a ver que estavas desaparecido, Domingo e hoje conseguiram pescar? Tem estado muito vento mas sabendo aproveitar isso nalguns sítios até se torna proveitoso.
Um abraço
JP
Boas João,
EliminarDesaparecido não, mas com este tempo o melhor é ficar por casa, mas pelos vistos tu tens te safado bem,mesmo com mau temo, é assim mesmo!!!
Um abraço!
Bom Dia Armando,
ResponderEliminarMais uma vez parabens pelo artigo. Está muito esclarecedor e vai abarcar todos os itens fundamentais da pesca com vinis. Estou ansioso pelos próximos capítulos.
Relativamente a peixe continua desaparecido por estas bandas. Não há memória de uma coisa assim.
Um abraço
JFP
Boas José,
EliminarMuito obrigado, é isso que o artigo pretende, ser esclarecedor e espero que as restantes partes continuem a agradar e esclarecer!!!
Quanto ao peixe desaparecido é tudo uma questão de se ir tentando e procurando, quem porfia sempre alcança, é uma grande verdade, eles andam lá, felizmente não falta robalo por esse mar fora, é preciso é dar com eles!!!
Boa sorte, um abraço!!!