Seguidores

2017/02/15

Como escolher uma cana para spinning? 2º As Combinações



Depois de definirmos bem as características de uma cana, passamos à combinação de situações onde juntamos características em função da sua validade, procurando definir combinações para diferentes cenários, isto na escolha de uma cana no caso do spinning costeiro de Robalo.

Os quadros são indicativos e servem a maior parte das situações, no entanto devemos ressalvar que determinadas situações poderão sair fora do que aqui é escrito, devendo o pescador com o conhecimento abaixo tentar definir o melhor possível para a sua situação.



Vamos começar por analisar a relação entre a acção e as amostras que podemos utilizar no spinning costeiro ao robalo.
No caso da acção podemos considerar que uma acção regular rápida será a que cobre a maior parte das situações, mais polivalente no spinning ao robalo, no entanto as amostras requerem acções mais lentas enquanto os vinis e zagaias requerem acções mais rápidas.

Quem procurar uma cana com acção polivalente deve procurar uma acção regular rápida, com ela cobrirá quase todas as situações de amostras de pesca.

Se pesca mais com vinis uma acção rápida será o ideal, enquanto que se pesca mais com amostras uma acção mais regular trará vantagens em acção de pesca.

Quanto ao peso de lançamento (CW) na escolha de uma cana deve ser considerado em função das amostras que vamos usar. Este é um critério mais perceptível, as gramagens de amostras a usar dever estar dentro dos limites da cana (quando rigorosos) e tem a sua utilização ideal dentro de um intervalo compreendido entre os 80% dos valores máximos e mínimos.
Quem procura pescar com amostras mais pequenas, deve procurar uma cana com um CW 7~35g, podendo ir até um limite mais abrangente num CW 7~45g no entanto perderá sempre entre a polivalência e a especificidade.

Quando queremos situações de shore-jigging com zagaias e pescas mais pesadas então necessitamos de canas com CW's mais altos entre os 20~80g ou mesmo aos 120g quando pretendemos pescar com chivos de 80 e 100g.

Neste caso a polivalência encontra.se nas canas com CW's entre as 7 e 45g e as 10 e 60g, as primeiras mais abrangentes para amostras, vinis e pequenas zagaias, as segundas mais potentes, para amostras maiores, maiores vinis e zagaias mais pesadas.

Estas são as duas características que devemos ter em conta relativamente às amostras com que vamos pescar.


De seguida temos as características relativas aos tipo de peixe, tipo de mar e local onde vamos pescar.

Todos percebem que peixes grandes em mares mais fortes e zonas difíceis obrigam a material mais robusto, em parte é isso que temos que perceber, mas esquematizando individualmente cada uma das características chegamos a conclusões quanto ao tipo de cana especifica ou polivalente que devemos escolher.

Amostras mais leves requerem linhas mais finas,pois proporcionam lançamentos mais longos e maior liberdade à amostras. A polivalência encontra-se no meio termo, entre os 0,20 e os 0,24, que são as linhas ideais para usarmos amostras entre as 20 e 33g, todo o tipo de vinis e zagaias.

Podemos usar uma linha mais fina com amostras de 28g, por exemplo um PE#1 mas o risco maior que corremos é de perder amostras com uma chicotada mal dada ao lançar. A chicotada proporciona lançamentos mais longos mas a violência na linha é maior e a tendência é para se perder amostras com linhas mais finas.

A linha tem que ser também analisada em função das zonas onde vamos pescar, cada pesqueiro tem exigências diferentes, fica aqui o quadro de escolha da cana em função da linha e do tipo de pesqueiro.
Nas zonas estuarinas e praias de areia devemos usar linhas mais finas, por não termos grandes obstáculos e com elas se conseguir melhorar o alcance das amostras.

Por outro lado zonas de rocha, pontões e zonas altas rochosas necessitam de linhas mais grossas de forma a suportarem combates mais rápidos e agressivos, ao mesmo tempo que podemos puxar bem pela linha para içar um peixe maior.

Mais uma vez as medidas entre o 0,20 e os 0,24mm são os mais polivalentes.


E a potência? A potência de uma cana é fundamental para facilitar o combate com o peixe, quanto mais potente a cana mais facilidade terá o pescador em dominar o peixe, no entanto o aumento da potência de uma cana aumenta também o seu peso e o seu desconforto.

Podemos pescar com canas muito potentes numa praia com fundos de areia, uma XH por exemplo, no entanto toda a potência desta cana é exagerada para a dificuldade que o pescador terá em dominar o peixe nesse cenário, por isso seria muito mais confortável uma cana menos potente, que não traria grande problema em dominar e cobrar um peixe de porte.

Numa zona de pedra a situação é completamente diferente, ai um peixe de maior porte cria grandes dificuldades e não pode ter grande liberdade se não acabará por ter liberdade total. Podemos pensar que peixes mais pequenos qualquer cana serve mas temos que estar preparados, quando sai peixe grande na rifa temos que estar com material à altura se não perdemos oportunidades que dificilmente repetiremos.

Ai o pescador necessita de dominar e combater um peixe com maior rapidez, evitando pedras e obstáculos, evitando que o peixe afunde para caneiros ou tocas, por isso nesse tipo de pesqueiros necessitamos de canas mais potentes, temos que ser nós a comandar, o peixe não pode ganhar nunca vantagem.
Também aqui podemos facilmente perceber a maior polivalência que se encontra nas canas MH, as quais abrangem um grande numero de cenários, não são o ideal mas um bom compromisso.

Por fim o comprimento, cana mais curtas para zonas de areia, canas mais longas para zonas de pedra, encontrando-se a polivalência em torno dos 3 metros.

Depois de tudo isto podemos com maior facilidade definir canas mais polivalentes e canas mais especificas, é um trabalho que cada um terá que ter, por sua cabeça definir o que melhor se enquadra nas zonas que pesca com as amostras que usa.

Irei tentar desenvolver um quadro que abranja as situações mais comuns, isso ficará para a ultima parte deste artigo que publicarei oportunamente, entretanto o peixe tem marcado presença e o tempo melhorou bastante, por isso, divirtam-se!!!


5 comentários:

  1. Excelente e trabalhou entrada. Contribuição muito boa, especialmente para aqueles que estão começando no mundo da spinning.

    Cumprimentos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito obrigado, vamos lá ver se ajuda, espero que sim!

      Eliminar
  2. Mais uma excelente entrada neste blogue continue assim Armando. Este blogue fez me arriscar no spinning só tenho pena ter demorado tanto a entrar nesta modalidade.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito obrigado Pedro Duarte pelas suas palavras, fico contente que o blog o tenha ajudado e espero que o spinning o continue a entusiasmar como me entusiasma a mim!

      Eliminar
  3. Boas Armando. Mais um post de referencia,de grande qualidade e que é uma grande ajuda para todos aqueles que querem compreender um pouco mais para poderem fazer uma escolha lógica e consciente do equipamento mais adequado às circunstancias de cada um.
    Forte abraço.
    Carlos Veiga

    ResponderEliminar